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A Universidade Federal do Piauí (Ufpi) deu um passo importante para transferir a tecnologia de sua produção científica das empresas do Piauí. O Núcleo de Inovação e Transferência Tecnológica (NINTEC) da Ufpi foi selecionado no edital Acelera NIT, iniciativa do Ministério da Educação (MEC) em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), voltada à profissionalização dos núcleos de inovação (NITs) das universidades brasileiras.
A Ufpi concorreu na modalidade destinada a NITs iniciantes e conquistou o segundo lugar, garantindo cerca de R$ 250 mil em recursos, que serão utilizados ao longo de 18 meses. O programa terá início já em fevereiro e inclui capacitações, mentorias especializadas e apoio financeiro para estruturar processos de transferência de tecnologia.
Segundo o coordenador do NINTEC, Albemerc Moraes, o objetivo do Acelera NIT é transformar conhecimento acadêmico em soluções aplicáveis ao mercado. “Não faz sentido ter tecnologia desenvolvida na universidade e deixá-la guardada. A universidade existe para gerar impacto na sociedade”, afirma.
A Ufpi foi enquadrada como NIT iniciante, especialmente por ainda não ter realizado transferências tecnológicas efetivas para o mercado. Para Albemerc Moraes, essa classificação reflete um desafio comum às universidades públicas brasileiras. “Temos um volume expressivo de tecnologias registradas, mas ainda não conseguimos transformar isso em negócios, produtos ou soluções comercializadas”, explica.
“Queremos organizar esse leque de tecnologias e conectar com o setor produtivo para que elas cheguem ao mercado”, destaca Albemerc. Segundo ele, a universidade tem mais de 330 tecnologias registradas que podem ser úteis às empresas.
Recorde de registros reforça potencial inovador da Ufpi
O movimento ocorre em um momento de forte crescimento da produção tecnológica da universidade. Em 2025, a UfpiI bateu recorde histórico no número de registros de software, com 47 registros, e alcançou o maior volume de depósitos de patentes, totalizando 41 pedidos no ano.
Os números reforçam o potencial da instituição como fonte de inovação e indicam que o gargalo não está na geração de conhecimento, mas na sua transferência para o mercado.


Com a participação no Acelera NIT, a expectativa é que a Ufpi realize suas primeiras transferências tecnológicas formais, criando um novo ciclo de interação entre universidade, empresas e sociedade.
“Temos tecnologias prontas para gerar impacto econômico e social. O próximo passo é fazer com que elas saiam da universidade e se transformem em soluções reais”, conclui o coordenador do NINTEC.




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