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O Aeroporto Senador Petrônio Portella, em Teresina, entrou em 2026 com um desempenho que mostra a recuperação e a expansão do mercado aéreo local no Piauí. No primeiro semestre, 586,2 mil passageiros passaram pelo terminal, crescimento de 11% em relação aos 527,6 mil registrados no mesmo período do ano anterior, segundo levantamento da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) divulgados pela Motiva Aeroportos, concessionária responsável pelo terminal.
O percentual é mais que o dobro da expansão de 5,4% registrada no país no período e colocou Teresina na 9ª posição entre os principais aeroportos brasileiros com maior crescimento percentual de passageiros. Atualmente, é feita uma média de 12 a 13 voos por dia.

O avanço do fluxo de passageiros ocorre menos de dois anos após a conclusão da maior intervenção realizada no aeroporto desde sua inauguração, em 1967. Entregue em dezembro de 2024, a reforma recebeu R$ 166 milhões em investimentos e ampliou a estrutura destinada aos passageiros.
A área de embarque passou de 402 metros quadrados para 2.480 metros quadrados. O projeto também incluiu novos portões de embarque, conectores entre o terminal e as aeronaves, canal de inspeção com três equipamentos de raio-X, novo pátio com capacidade para oito posições de aeronaves e intervenções na pista e nas áreas de segurança. A capacidade operacional foi ampliada em cinco vezes, o que reduziu, no curto prazo, a necessidade de novas grandes obras para acompanhar o crescimento da movimentação.
Para a Motiva, não há um único fator por trás do avanço. A expansão da procura por viagens, a atividade econômica, o turismo e a modernização da infraestrutura aeroportuária contribuíram para o resultado.
“O crescimento é resultado da combinação de diferentes fatores. Sem dúvida, os investimentos realizados na modernização e ampliação do aeroporto contribuíram para tornar o terminal mais eficiente, confortável e preparado para absorver o aumento da demanda pelos próximos anos”, afirma Graziella Delicato, gerente executiva de Negócios Aéreos da Motiva.
Segundo ela, a concessionária também vem atuando em parceria com a Investe Piauí e outras instituições na promoção do destino e na atração de oportunidades para o estado. A estratégia agora, segundo a executiva, passa também pela ampliação da oferta de produtos e serviços dentro do terminal. Investimentos em manutenção, conservação e aperfeiçoamento da infraestrutura continuarão sendo realizados.
Novas conexões ampliam mercado
A expansão da malha aérea é outro componente do novo momento do aeroporto. A concessionária mantém negociações com as três grandes companhias aéreas nacionais na tentativa de ampliar frequências e destinos atendidos a partir da capital piauiense. Dois movimentos recentes são considerados estratégicos pela Motiva: a retomada da ligação direta entre Teresina e o Galeão, no Rio de Janeiro, e a chegada dos voos regulares para Congonhas, em São Paulo.
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A conexão com Congonhas colocou Teresina diretamente no aeroporto brasileiro com forte presença de passageiros corporativos. Em julho de 2026, a rota Teresina-Congonhas tinha 11 voos semanais diretos disponíveis, segundo dados compilados por plataforma de busca de passagens.
Já o Galeão tem uma função diferente na estratégia. Além da demanda entre Piauí e Rio de Janeiro, a rota permite conexões com a malha internacional da Gol, aumentando as possibilidades para passageiros que chegam do exterior. “Esses movimentos reforçam a força do mercado piauiense e mostram que há espaço para seguir avançando”, afirma Graziella.
Salvador, Belém e São Luís são mercados em potencial
Apesar das novas ligações, ainda existem mercados considerados relevantes sem uma oferta aérea compatível com o potencial identificado pela concessionária. Entre os destinos citados pela Motiva estão Salvador, Belém e São Luís. A empresa considera que ligações com essas capitais podem melhorar a integração de Teresina com as regiões Norte e Nordeste e favorecer tanto o turismo quanto as viagens corporativas.
“Mantemos diálogo permanente com as três companhias aéreas nacionais, sempre apresentando dados e o potencial de desenvolvimento da conectividade do Piauí”, afirma a executiva, ressaltando que a implantação de um voo depende da decisão comercial das companhias aéreas e de fatores como demanda, disponibilidade de aeronaves, custos operacionais e estratégia de cada empresa.
Teresina tradicionalmente apresenta forte movimentação ligada a viagens profissionais, serviços, comércio e outras atividades econômicas. Para a Motiva, esse perfil continua representando uma parcela importante dos passageiros, mas começa a dividir espaço com uma demanda crescente por lazer.
A concessionária identifica potencial principalmente na conexão da capital com destinos turísticos piauienses. O Delta do Parnaíba é citado pela empresa entre os locais que vêm despertando maior interesse. O Ministério de Portos e Aeroportos também aponta o terminal de Teresina como uma das portas de entrada para o litoral do estado e para o Parque Nacional da Serra da Capivara.




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