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Com 80% das lojas vendidas, Shopping da Praça indica fôlego econômico do Centro de Teresina

Alta circulação de pessoas diariamente atrai empreendedores locais e de outros estados

Robert Pedrosa 23/03/2026 às 12h22 (últ. atualiz.: 22/09/2026 às 22h49) 7 min de leitura 1.813 visitas
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Uma das três entradas do Shopping da Praça

Uma das três entradas do Shopping da Praça

Mesmo após o esvaziamento registrado durante a pandemia, o Centro de Teresina segue demonstrando capacidade de atração comercial. Um dos principais sinais dessa retomada é o desempenho do Shopping da Praça Pedro II, que já comercializou cerca de 80% das suas lojas antes mesmo da inauguração — um indicativo da confiança de empreendedores no fluxo e no potencial econômico da região.

Com inauguração prevista para 30 de abril, o empreendimento da empresa paulista Saxtul do Brasil S/A será instalado em frente à Praça Pedro II, exatamente onde estão o maior número de lojas do Centro e a mais afetada com a pandemia. Por esse motivo, o Shopping da Praça é o mais simbólico investimento privado da região em 2026.

Projeto de como ficará a entrada pela Paissandu

 

O espaço contará com 220 lojas distribuídas em três pavimentos, somando aproximadamente 3.900 metros quadrados, além de praça de alimentação, clínicas de saúde e um Espaço da Cidadania com serviços públicos.

Segundo o diretor-executivo, Flávio Cunha, a decisão de investir no Centro está  ligada ao intenso fluxo diário de pessoas na região, mesmo com vários imóveis fechados. “A estimativa é de que cerca de 150 mil pessoas circulem diariamente pelo bairro”, afirma Cunha. Segundo o IBGE, mais de 95 mil pessoas residem no bairro.

As obras das lojas já comercializadas estão avançadas

 

Para potencializar esse movimento, o empreendimento buscou operações âncoras, como lotéricas da Caixa Econômica Federal, o Espaço da Cidadania (que presta serviços públicos), além de serviços como salão de beleza.

O Shopping da Praça também vai impactar o mercado de trabalho. “Nós estamos trazendo, no mínimo, 300 empregos diretos. Fora os indiretos, que vêm com o aumento do fluxo: novas operações de alimentação, serviços, famílias que passam a frequentar o espaço”, destaca Flávio Cunha. “A ideia é que o shopping vire também um ponto de convivência, não só de compras.”

Flávio Cunha, diretor-executivo do Shopping da Praça

 

Para a diretora comercial Larissa Félix, o sucesso das vendas evidencia não apenas a aceitação do empreendimento, mas a força comercial do Centro. “Mesmo antes de inaugurar, já temos grande procura diária de pessoas interessadas, muitas achando que o shopping já está em funcionamento”, relatou.

O projeto também tem atraído perfis variados de empreendedores: desde negócios que operavam exclusivamente no ambiente digital e agora migram para o físico, até lojistas consolidados em bairros e até em outros estados. Há empresas do interior do Piauí, do Maranhão e até da capital São Luís (MA) que estão expandindo para Teresina por meio do novo espaço.

Casarão com acesso direto à Praça Pedro II
Layout de como ficará o casarão após a reforma

 

O centro comercial terá lojas de segmentos como moda feminina e masculina, bijuterias, óticas, assistência técnica de celulares, artesanato, turismo, salão de beleza e massoterapia. O shopping também contará com lojas maiores, como a Gleporto, do Ceará, com foco em eletrônicos, e a marca piauiense Joli Maquiagens, que já atua nos shoppings Teresina, Rio Poty, Riverside e em lojas de rua.

O sucesso das vendas tem sido impulsionado pela facilidade de pagamento, com parcelas em até 60 vezes pela cessão do direito de uso, sem consulta a órgãos de crédito, além de incentivos como subsídio para projetos arquitetônicos. O Shopping da Praça também firmou parceria com o Banco do Nordeste para oferta de crédito aos lojistas.

A estrutura inclui ambiente climatizado, elevadores, escadas rolantes, segurança privada e três acessos — pelas ruas Senador Teodoro Pacheco, Paissandu e pela Rua 13 de Maio, esta última com entrada em frente à Praça Pedro II, viabilizada pela utilização de um casarão histórico tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

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