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Mesmo após o esvaziamento registrado durante a pandemia, o Centro de Teresina segue demonstrando capacidade de atração comercial. Um dos principais sinais dessa retomada é o desempenho do Shopping da Praça Pedro II, que já comercializou cerca de 80% das suas lojas antes mesmo da inauguração — um indicativo da confiança de empreendedores no fluxo e no potencial econômico da região.
Com inauguração prevista para 30 de abril, o empreendimento da empresa paulista Saxtul do Brasil S/A será instalado em frente à Praça Pedro II, exatamente onde estão o maior número de lojas do Centro e a mais afetada com a pandemia. Por esse motivo, o Shopping da Praça é o mais simbólico investimento privado da região em 2026.
O espaço contará com 220 lojas distribuídas em três pavimentos, somando aproximadamente 3.900 metros quadrados, além de praça de alimentação, clínicas de saúde e um Espaço da Cidadania com serviços públicos.
Segundo o diretor-executivo, Flávio Cunha, a decisão de investir no Centro está ligada ao intenso fluxo diário de pessoas na região, mesmo com vários imóveis fechados. “A estimativa é de que cerca de 150 mil pessoas circulem diariamente pelo bairro”, afirma Cunha. Segundo o IBGE, mais de 95 mil pessoas residem no bairro.
Para potencializar esse movimento, o empreendimento buscou operações âncoras, como lotéricas da Caixa Econômica Federal, o Espaço da Cidadania (que presta serviços públicos), além de serviços como salão de beleza.
O Shopping da Praça também vai impactar o mercado de trabalho. “Nós estamos trazendo, no mínimo, 300 empregos diretos. Fora os indiretos, que vêm com o aumento do fluxo: novas operações de alimentação, serviços, famílias que passam a frequentar o espaço”, destaca Flávio Cunha. “A ideia é que o shopping vire também um ponto de convivência, não só de compras.”
Para a diretora comercial Larissa Félix, o sucesso das vendas evidencia não apenas a aceitação do empreendimento, mas a força comercial do Centro. “Mesmo antes de inaugurar, já temos grande procura diária de pessoas interessadas, muitas achando que o shopping já está em funcionamento”, relatou.
O projeto também tem atraído perfis variados de empreendedores: desde negócios que operavam exclusivamente no ambiente digital e agora migram para o físico, até lojistas consolidados em bairros e até em outros estados. Há empresas do interior do Piauí, do Maranhão e até da capital São Luís (MA) que estão expandindo para Teresina por meio do novo espaço.
O centro comercial terá lojas de segmentos como moda feminina e masculina, bijuterias, óticas, assistência técnica de celulares, artesanato, turismo, salão de beleza e massoterapia. O shopping também contará com lojas maiores, como a Gleporto, do Ceará, com foco em eletrônicos, e a marca piauiense Joli Maquiagens, que já atua nos shoppings Teresina, Rio Poty, Riverside e em lojas de rua.
O sucesso das vendas tem sido impulsionado pela facilidade de pagamento, com parcelas em até 60 vezes pela cessão do direito de uso, sem consulta a órgãos de crédito, além de incentivos como subsídio para projetos arquitetônicos. O Shopping da Praça também firmou parceria com o Banco do Nordeste para oferta de crédito aos lojistas.
A estrutura inclui ambiente climatizado, elevadores, escadas rolantes, segurança privada e três acessos — pelas ruas Senador Teodoro Pacheco, Paissandu e pela Rua 13 de Maio, esta última com entrada em frente à Praça Pedro II, viabilizada pela utilização de um casarão histórico tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).




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