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A autorização para contratação de até 4.603 novas unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida no Piauí em 2026 deve impulsionar o mercado imobiliário non estado. As portarias do Ministério das Cidades abriram possibilidade de seleção para as modalidades Urbano (FAR), Entidades Urbanas (FDS) e Rural. As seleções e autorizações de contratação devem ocorrer ao longo do primeiro semestre, conforme a apresentação de propostas por municípios e empresas.
Somadas às mudanças nas regras do programa, em vigor desde o início de 2026, as novas autorizações ampliam o acesso à casa própria e criam um ambiente mais favorável para o setor imobiliário. A atualização dos tetos de financiamento, a redução das taxas de juros e o reforço dos subsídios, especialmente para as faixas de renda 1 e 2, chegam em um cenário de alto déficit habitacional no Piauí, considerado um dos mais elevados do Nordeste e entre os dez maiores do país.
De acordo com a Caixa Econômica Federal, já estão em construção cerca de 15 mil unidades habitacionais este ano no Piauí, considerando todas as faixas de renda do programa. A abertura das modalidades subsidiadas reforça esse cenário, principalmente nas linhas voltadas às famílias de menor renda, em que as unidades são construídas e repassadas com custos reduzidos ou taxas simbólicas.
Para o setor produtivo, a sinalização é positiva. Somente na construtora MRV, todos os 1,2 mil imóveis que serão lançados este ano no Piauí estarão enquadrados no programa. A construtora prevê três novos empreendimentos no estado em 2026. A expectativa é que cerca de 800 unidades estejam na faixa 2, além de imóveis nas faixas 3 e 4.
Segundo Alley Carvalho de Oliveira, gerente de trade e marketing da construtora MRV no Piauí, as mudanças devem permitir que mais famílias realizem o sonho da casa própria. “As novas regras ampliam o alcance do programa, principalmente para quem não teria condições de adquirir um imóvel. O programa é fundamental para reduzir o déficit habitacional e movimentar toda a cadeia da construção civil”, afirma.
A ampliação dos tetos de financiamento permite que imóveis com valores entre R$ 255 mil e R$ 270 mil sejam financiados pelo Minha Casa, Minha Vida, a depender do porte do município. Em capitais e grandes centros urbanos, como Teresina, o limite maior amplia o leque de opções disponíveis para as famílias. Além disso, o reforço dos subsídios do FGTS reduz o valor da entrada e torna o financiamento mais acessível.
O presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Piauí, Pedro Nogueira, avalia que o cenário é especialmente favorável para a faixa 2. “Os recursos já foram disponibilizados pelo Governo Federal, com foco no subsídio. Isso cria uma expectativa real de crescimento do mercado em 2026, com mais lançamentos, mais vendas e fortalecimento da construção civil”, destaca.
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Segundo o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Piauí, Guilherme Fortes, a abertura de novas contratações deve refletir diretamente no aumento do volume de obras e na geração de empregos. “A expectativa é de crescimento nas contratações e maior movimentação do setor ao longo do ano”, afirma.
Além do impacto econômico, as mudanças também trazem avanços na política urbana. O programa passa a priorizar não apenas a entrega da moradia, mas o acesso à cidade e aos serviços. “Iniciativas como a viabilização de empreendimentos em áreas mais centrais reforçam esse novo direcionamento e contribuem para um desenvolvimento urbano mais integrado”, ressalta o diretor-geral da Agência de Desenvolvimento Habitacional do Piauí, Igor Neri.
Com orçamento recorde do FGTS para 2026, superior a R$ 144 bilhões destinados à habitação em todo o país, o Minha Casa, Minha Vida deve consolidar no Piauí um ano de forte aquecimento da construção civil, impulsionado tanto pelas novas autorizações quanto pelo aumento da demanda das famílias por moradia.
Tipos de imóveis do MCMV que serão lançados em 2026
MCMV-Urbano (FAR): 2.885 unidades
MCMV- Entidades Urbanas (FDS): 578 unidades
MCMV – Rural: 1.140 unidades




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