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O Circo Celestia abriu suas cortinas para a primeira reunião da Associação dos Jovens Empresários do Piauí (AJE-PI). No picadeiro, os bastidores da atividade cultural que encanta a humanidade desde a Idade Média. Na plateia do espetáculo, associados e convidados participaram de imersão de oratória e oficina de pitch, talk show com o diretor do circo, Bryan Stevanovich, e finalizaram a noite com sessão especial do circo.
De origem iugoslava, Bryan é o representante da quinta geração circense e já prepara sua filha de nove anos para sua sucessão. A família veio para a América Latina nos anos 1940, em fuga, por causa da Segunda Guerra Mundial. Daí, foram geradas cinco companhias que circulam pelo continente.
Diferente do improviso, a atividade do circo requer planejamento, atenção aos detalhes e visão de mercado. Antes da primeira apresentação, Bryan Stevanovich visita a cidade onde pretende levar seu empreendimento, procura local ideal para instalação, emite certidões, alvarás e paga as taxas devidas. O prazo médio é de três meses de preparação.
Cada passo dentro e fora do espetáculo é pensado. São mais de cem pessoas sob seu comando, sendo 78 artistas e 30 profissionais locais.
“O que tem por trás é amor e dedicação, porque o circo te exige 24 horas por dia", disse. A estrutura do circo é projetada para aguentar ventos de até 100 km/h, "mas, se der problema, a gente está ali, cuidando da nossa maior lona. Atrás desse empresário circense, existe muito amor, carinho e respeito pelo circo", completou.
Bryan Stevanovich está à frente do marketing do empreendimento, mas se coloca à disposição em qualquer atividade, como vender ingresso, varrer o chão e substituir um artista.
"No palco eu sou o cara do globo da morte, o palhaço, o equilibrista, eu já fiz de tudo um pouco. Minha maior paixão é fazer o palhaço. Estou desde a portaria até os bastidores, cuidando de cada espetáculo, de cada detalhe e do público, que é nosso maior patrimônio", ensina.
Em janeiro, o Circo Celestia alcançou um público de 40 mil pessoas, o que significa um faturamento de R$ 1,5 milhão, apenas com venda de ingressos.
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A experiência imersiva sob a lona do circo trouxe uma perspectiva diferente aos associados da AJE. Segundo Rafael Castro, presidente da entidade, a ideia foi promover uma experiência inédita. "O primeiro espetáculo de negócios, onde a gente trouxe essa experiência imersiva, somando a capacidade profissional com histórias reais e muita inspiração. O circo é uma empresa muito peculiar, que sempre está em movimento", informou.
Roland Jacob, vice-presidente da AJE, afirmou que, mesmo em um cenário de palhaçaria e mágica, também pode falar de coisa séria. "Você imagina todo o escrutínio de tirar certidões, alvarás, e quando a gente está abrindo uma empresa, fazemos isso uma vez apenas e atualizamos automaticamente. Imagina no circo, que é itinerante, e em toda cidade que ele passa ele tem que fazer o mesmo processo”, comentou.




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