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Carreira & Gestão

Dia da Mulher

Mercado precisa abrir os olhos para consumidor 50+, diz Layla Vallias durante evento da CDL em Teresina

Especialista em Economia da Longevidade palestrou no Encontro Mulheres que Movem Negócios, Ideias e Futuros

Clícia Cronemberger 05/03/2026 às 15h36 (últ. atualiz.: 05/03/2026 às 15h40) 3 min de leitura 148 visitas
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Layla Vallias, especialista em Economia da Longevidade (Fotos: Clícia Cronemberg)

Layla Vallias, especialista em Economia da Longevidade (Fotos: Clícia Cronemberg)

A parcela de pessoas acima dos 50 anos está crescendo no Brasil. O país de jovens e crianças mudou seu perfil nos últimos vinte anos e hoje conta com 61 milhões que ultrapassaram cinco décadas de vida. Para Layla Vallias, especialista em Economia da Longevidade, é preciso considerar esse público em todas as estratégias e em tudo que se faz. “É um grupo que ainda sofre muito preconceito”, disse.

Layla Vallias foi uma das palestrantes do Encontro Mulheres que Movem Negócios, Ideias e Futuros, realizado nesta quinta-feira (05), pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Teresina, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março. O evento aconteceu no auditório da entidade, no Centro da capital.

A especialista contou que, em 2024, os mais velhos injetaram R$ 1,8 trilhão  na economia brasileira, se consolidando como 24% dos consumidores. Nos próximos vinte anos, as projeções apontam que o consumo dos longevos vai chegar perto dos R$ 4 bilhões.

Apesar dos números positivos, ainda há preconceito ao tratar de um grupo que só cresce. E mesmo na mídia, são invisíveis. 70% das agências de publicidade não recebem briefing para criação de campanhas direcionadas a eles e quando as tem, quase 40% desse público não se sentem representado.

Encontro Mulheres que Movem Negócios, Ideias e Futuros,

 

A imagem da vovó na cadeira de balanço foi ampliada. Junto a ela, se somam a exploradora, o sábio, cuidadoras, agregadores. “Precisamos acabar com o etarismo porque a liderança, a inteligência e a coragem não envelhecem. É um grupo que sofre muito preconceito. São invisíveis para marcas, igrejas e inclusive governos. A gente precisa considerá-los em todas as estratégias e incluí-los em tudo que a gente faz”, ensina. 


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Apesar do número crescente da população mais velha, a imagem que se vende é da juventude eterna. “A gente vai ter que acordar para essa realidade porque envelhecer é uma dádiva, é um presente que a humanidade conseguiu conquistar. Esse conceito começa a mudar quando a gente olha para esse sujeito ativo, que toma decisões e que está comprando”, disse.

Sobre quem tem preconceito, ela afirma que é uma atitude ultrapassada. “A gente envelhece desde que nasce”, lembra Layla.

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