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A parcela de pessoas acima dos 50 anos está crescendo no Brasil. O país de jovens e crianças mudou seu perfil nos últimos vinte anos e hoje conta com 61 milhões que ultrapassaram cinco décadas de vida. Para Layla Vallias, especialista em Economia da Longevidade, é preciso considerar esse público em todas as estratégias e em tudo que se faz. “É um grupo que ainda sofre muito preconceito”, disse.
Layla Vallias foi uma das palestrantes do Encontro Mulheres que Movem Negócios, Ideias e Futuros, realizado nesta quinta-feira (05), pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Teresina, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março. O evento aconteceu no auditório da entidade, no Centro da capital.
A especialista contou que, em 2024, os mais velhos injetaram R$ 1,8 trilhão na economia brasileira, se consolidando como 24% dos consumidores. Nos próximos vinte anos, as projeções apontam que o consumo dos longevos vai chegar perto dos R$ 4 bilhões.
Apesar dos números positivos, ainda há preconceito ao tratar de um grupo que só cresce. E mesmo na mídia, são invisíveis. 70% das agências de publicidade não recebem briefing para criação de campanhas direcionadas a eles e quando as tem, quase 40% desse público não se sentem representado.
A imagem da vovó na cadeira de balanço foi ampliada. Junto a ela, se somam a exploradora, o sábio, cuidadoras, agregadores. “Precisamos acabar com o etarismo porque a liderança, a inteligência e a coragem não envelhecem. É um grupo que sofre muito preconceito. São invisíveis para marcas, igrejas e inclusive governos. A gente precisa considerá-los em todas as estratégias e incluí-los em tudo que a gente faz”, ensina.
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Apesar do número crescente da população mais velha, a imagem que se vende é da juventude eterna. “A gente vai ter que acordar para essa realidade porque envelhecer é uma dádiva, é um presente que a humanidade conseguiu conquistar. Esse conceito começa a mudar quando a gente olha para esse sujeito ativo, que toma decisões e que está comprando”, disse.
Sobre quem tem preconceito, ela afirma que é uma atitude ultrapassada. “A gente envelhece desde que nasce”, lembra Layla.




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