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Imagine poder testar o lançamento de um produto, uma mudança de preço ou uma nova campanha de marketing sem investir um centavo, e com a garantia de que os resultados refletem o comportamento dos seus clientes reais. Parece ficção científica, mas é exatamente o que a inteligência artificial já permite fazer.
A ferramenta foi um dos destaques da palestra de encerramento do Encontro Mulheres que Movem Negócios, Ideias e Futuros, realizado na quinta-feira (05), pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Teresina, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março. O evento aconteceu no auditório da entidade, no Centro da capital. Quem apresentou o conceito foi a especialista em IA e inovação, Victória Luz Alonso.
"Uma das grandes aplicações, que pouca gente conhece e que é riquíssima, é de personas sintéticas. Nada mais é que você ter um gêmeo digital do seu cliente físico no mundo online", explicou. Na prática, a tecnologia utiliza dados reais de comportamento, perfil e histórico de compras para criar réplicas digitais dos consumidores.
Com elas, o empreendedor pode simular cenários antes de colocá-los em prática no mundo real, reduzindo custos, diminuindo riscos e aumentando as chances de acerto.
"Quando você quer lançar algo novo, propor alteração de preço, mudar o escopo do produto ou testar uma campanha, é muito interessante você ter a garantia de sucesso sem gastar dinheiro para testar. Você roda essas alterações para escutar o conselho delas e descobrir o que vale a pena realizar", detalhou Victória.
Victória Luz lembra que a revolução digital começou em 2007, com o lançamento do primeiro iPhone e que, desde então, as mudanças só aceleraram. "O iPhone é a internet em nossos bolsos. As mudanças acontecem de forma muito rápida, elas vêm e mudam substancialmente a nossa forma de se relacionar com clientes e de se posicionar no mercado. E o fato é: não adianta lutar contra isso."
A especialista compara a inteligência artificial à chegada da energia elétrica: assustadora num primeiro momento, indispensável depois."Há coisas mais palatáveis, como ter um iPhone no bolso. Outras são mais assustadoras, como a IA. Mas quando a gente se acostuma, não quer mais abandonar. Quem faz uso no dia a dia já não consegue se enxergar sem ela", argumentou.
Os dois lados do medo
Apesar do potencial transformador, a inteligência artificial ainda enfrenta resistência no mundo dos negócios. Para a especialista, o medo da tecnologia se concentra em dois perfis opostos de profissionais. "São os opostos: quem estuda demais e sabe o potencial dessa tecnologia e os riscos, porque ainda está muito imerso; e quem ainda não se aprofundou, então não sabe como usar", afirmou.
Ela diz que, no primeiro grupo, estão profissionais tão imersos no tema que enxergam apenas as armadilhas. No segundo, empreendedores que temem ser substituídos ou perder espaço simplesmente por não dominarem a ferramenta. "Eles estão com medo de ser substituídos, de perder espaço de mercado, sem saber como evoluir", completou.
O evento promovido pelo CDL Teresina em comemoração ao Dia da Mulher reuniu discussões sobre longevidade, inovação e trajetórias de superação no universo dos negócios. As empreendedoras presentes ressaltaram que abri uma empresa e ser bem sucedidadenão é fácil, mas é possível. E a tecnologia está aí para ser usada a favor de quem decide aprender.




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