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O mês da mulher no meio empreendedor em 2026 é celebrado pelo avanço do empreendedorismo feminino no Piauí. De acordo com o Sindilojas, cerca de 18% de suas empresas associadas são geridas por mulheres. Isso representa, em média, um a cada seis empreendimentos.
No Brasil, já são mais de dez milhões de mulheres à frente de negócios no país, representando cerca de 34% do setor empreendedor, segundo o Sebrae. “Atualmente, podemos nos posicionar de forma mais efetiva porque possuímos entidades que nos representam”, afirma a diretora de relações públicas do sindicato, Kelly Gonçalves.
O avanço é explicado principalmente pela busca por inovação e qualidade no serviço. “Por sermos da área de viticultura, estamos sempre trazendo novos produtores e rótulos para o Piauí. O diferencial é oferecer algo que ainda não exista no mercado”, destaca a CEO da Enayram Distribuidora, Maryanne Pacheco.
“Meu empreendimento trabalha com produtos de limpeza voltados a atender grandes empresas. Mesmo atuando há 18 anos no mercado, estamos sempre buscando novidades e soluções eficazes. Recentemente fui até um hotel realizar um treinamento, porque não adianta vender se o cliente não souber extrair o melhor desempenho daquele produto. Isso também faz parte da busca pela satisfação dos nossos consumidores”, comenta a CEO da Leg Soluções, Lya Nery.
Políticas Públicas
Mesmo com a independência batendo à porta da maioria das mulheres de negócios, fatores como limitações de financiamento, responsabilidades domésticas e estereótipos ainda fazem parte da realidade de muitas delas. Pensando nisso, a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) criou a cartilha "Mulheres que Constroem o Varejo", voltada ao apoio de políticas públicas para o crescimento e fortalecimento do protagonismo feminino no setor.
“No setor comercial, eu já não observo tanta dificuldade, pois sabemos nos posicionar. Mas, no setor logístico, muitas vezes minha voz é invalidada. Eu percebia que as pessoas faziam ‘ouvido de mercador’ com orientações minhas, que só eram atendidas quando eram feitas pelo meu marido. Então, nessa parte, eu percebi a necessidade de um homem me apoiar”, comenta Maryanne Pacheco.
“Ser mulher nunca me fechou uma porta, pois eu sei me posicionar e quando entrar e sair de um local. Porém, percebemos que, quando se pensa no financiamento bancário, existem alguns bloqueios e impedimentos”, ressalta Lya Nery.




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