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Coluna Investe Piauí

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Complexo agroindustrial projeta investimento de R$ 2 bilhões e 5 mil empregos em Uruçuí

O Grupo Tomazini é considerado um dos players relevantes do setor de proteína animal no Brasil com as marcas Nutriza e Friato

Coluna Investe Piauí 26/03/2026 às 22h55 (últ. atualiz.: 31/03/2026 às 16h15) 5 min de leitura 223 visitas
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Localizado em Uruçuí, no sul do Piauí, o Complexo Nutriza começa a sair do papel como um dos maiores projetos agroindustriais em implantação no estado. À frente da iniciativa, está o Grupo Tomazini, hoje considerado um dos players relevantes do setor de proteína animal no Brasil com as marcas Nutriza e Friato. O grupo encontrou na Investe Piauí um elo decisivo entre planejamento e execução.

Com investimento estimado em R$ 2,1 bilhões, o complexo deve gerar cerca de 5 mil empregos diretos e indiretos e alcançar faturamento anual de R$ 2,5 bilhões. A operação prevê o abate de até 600 mil aves por dia. A previsão de entrega é 2027, mas, na prática, o projeto já começa a produzir efeitos: atração de novos negócios, fortalecimento da base produtiva e consolidação do estado como fronteira estratégica do agronegócio brasileiro.

Os empresário encontraram na Investe Piauí um elo decisivo entre planejamento e execução


A estratégia de alinhamento com o governo estadual, de acordo com representantes do grupo, encurta caminhos, destrava processos e garante segurança institucional para o avanço do investimento. Uma equipe da Investe Piauí acompanhou de perto o andamento das obras, onde pôde também ter o feedback positivo sobre a parceria com a agência de investimentos, não só em negócios na cidade, mas em toda a região. O frigorífico irá posicionar o Piauí de forma mais competitiva na cadeia nacional e internacional de proteína animal.

O diretor industrial da Friato Alimentos, Giuliano Tomazini, diz que a atuação da Investe Piauí tem sido contínua e estratégica, conectando empresa, Governo do Estado e diferentes órgãos envolvidos. “Temos um compromisso com o Estado desde 2009, quando chegamos para trabalhar com soja e milho. O desejo sempre foi trazer para cá o mesmo modelo que já operamos em Goiás. E fomos surpreendidos positivamente pelo suporte da Investe Piauí. Tudo que precisamos na região, temos a equipe ao nosso lado. A Investe é hoje o nosso escritório aqui dentro, a interface direta com o Governo e com todas as secretarias”, destaca Tomazini.

Escritório da Investe Piauí na China vai apoiar a inserção de produtos no mercado asiático

 

O grupo, fundado pelos irmãos Francisco Roberto, Norberto, José Mário e Sebastião Tomazini, tem origem na agricultura familiar no interior de São Paulo. A presença no Piauí começou com a produção de soja e milho na Fazenda Serra Branca Agrícola, em Uruçuí. Desde então, o plano sempre foi verticalizar a operação e implantar um frigorífico de aves no estado.

Durante anos, o principal entrave foi a limitação da infraestrutura energética na região, um gargalo clássico para industrializar no interior do Brasil. A virada veio com a atuação do Governo do Estado, que viabilizou e subvencionou a implantação de uma nova subestação de energia, criando as condições necessárias para a instalação do complexo agroindustrial e abrindo espaço para novos empreendimentos.

O complexo vai gerar cerca de 5 mil empregos diretos e indiretos

 

Giuliano Tomazini resume a relação como um diferencial competitivo para o projeto, uma vez que a atuação da Investe Piauí abrange uma ampla frente de articulações. Além do acompanhamento das obras da subestação de energia junto à Equatorial, houve interlocução com a Caixa Econômica Federal para viabilização de moradias aos trabalhadores. Também inclui apoio na regularização fundiária com o Instituto de Terras do Piauí (Interpi), obtenção de licenças ambientais via Secretaria do Estado de Meio Ambientes e Recurso Hídricos (Semarh), incentivos fiscais junto à Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) e qualificação de mão de obra em parceria com Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e Senai.

No campo logístico, há articulação para melhoria da infraestrutura viária, essencial para o escoamento da produção. Já no mercado internacional, o suporte chega ao nível da exportação, com apoio do escritório da Investe Piauí na China para inserção de produtos, como pés de galinha, no mercado asiático. “É hoje a maior obra industrial do Piauí”, assinala o presidente da Investe Piauí, Victor Hugo Almeida. O projeto também conta com estruturação financeira robusta, incluindo articulação com o Banco do Nordeste para um financiamento de R$ 620 milhões.

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