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O Governo do Piauí, por meio do Piauí Instituto de Tecnologia (PIT) vai elaborar, em parceria com a empresa chinesa CGN um Estudo de Viabilidade de Sistema de Energia Solar Concentrada (CSP) com Armazenamento Térmico, tecnologia que permite a geração de energia mesmo na ausência de incidência solar, oferecendo maior estabilidade ao sistema elétrico. O projeto contará inicialmente com ações de cooperação técnica em âmbito nacional, incluindo intercâmbio entre profissionais brasileiros e visitas técnicas a plantas operacionais na China.
“O Piauí já é destaque nacional, com cerca de 99% da sua matriz baseada em fontes renováveis e posição de liderança na geração solar e eólica. Agora, damos um passo além: avançamos para a energia solar concentrada (CSP) com armazenamento térmico, uma tecnologia que enfrenta diretamente o desafio da intermitência e amplia a segurança energética”, destaca Rafael Jales, Diretor-presidente do PIT.
Projeto Piloto de Energia Solar de 100 MW
Um projeto piloto funciona para aprender na prática antes de escalar. Nele, a empresa ou governo testa se a região tem luz solar suficiente na quantidade esperada, se a conexão com a rede elétrica funciona bem, qual é o custo real de operação e manutenção e como a usina se comporta em condições climáticas adversas, como em dias nublados, chuvas e variações de temperatura. Com os dados do piloto, fica muito mais fácil e mais barato replicar o projeto em outras regiões.
1 megawatt (MW) consegue abastecer, em média, cerca de 250 a 350 residências brasileiras com consumo típico de 150 kWh por mês. Um projeto de 100 MW, portanto, teria capacidade para abastecer entre 25.000 e 35.000 casas, número próximo ao total de domicílios de Picos (PI), terceira cidade mais populosa do estado, que conta com aproximadamente 27.000 residências, segundo o Censo 2022 do IBGE.
Sobre a parceria
A CGN Brasil Energia e Participações S.A. é a subsidiária brasileira do CGN Group (China General Nuclear Power Group), uma das maiores empresas de energia do mundo e a maior operadora de energia nuclear da China. Fundada em 2019, a empresa atua exclusivamente no setor de energias renováveis no país, focando em investimentos, geração e comercialização de energia limpa.
Possui 7 complexos eólicos e 3 complexos solares distribuídos pelos estados da Bahia, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Ceará. Também atua no desenvolvimento de projetos híbridos (solar + eólico) para otimizar a rede elétrica, como o projeto LDB Wind-Solar Hybrid no Piauí, que combinará 295 MW eólicos com 44 MW solares.
De acordo com o presidente da CGN Brasil, Mingzhu Li, a iniciativa representa um avanço relevante para o setor: “O projeto representa um passo importante para ampliar a confiabilidade das energias renováveis no Brasil, combinando inovação tecnológica e desenvolvimento regional.”




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