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Maior mostra de arquitetura do estado, a CasaCor Piauí chega à sua terceira edição com números expressivos: previsão de movimentar R$ 60 milhões, 32 ambientes assinados por 47 profissionais e mais de 1.100 m² de área construída,10 mil m2 no total e mais de 80 empresas e instituições envolvida. Um dos indicadores mais relevantes, no entanto, está no mercado: a duplicação na contratação de projetos de arquitetura após a realização do evento, refletindo seu impacto direto na economia local.
Mais do que uma exposição estética, a CasaCor Piauí 2026, que inicia nesta quarta-feira (7) e segue até 21 de junho, em uma mansão na zona leste de Teresina, se consolida como um ambiente de negócios. O evento conecta arquitetos, construtoras, fornecedores, indústrias e agentes da economia criativa, ampliando oportunidades comerciais ao longo de toda a cadeia produtiva.
De acordo com o diretor da mostra, Pedro Esdras, o alcance do evento vai além do setor de arquitetura. “Não é só arquitetura. A mostra envolve desde pequenos empreendedores da economia criativa, como artesãos e produtores de peças decorativas, até grandes construtoras e indústrias de cerâmica e porcelanato”, afirmou Esdras nesta terça-feira (6), durante coquetel de abertura do evento. Segundo ele, o visitante interessado em projetos arquitetônicos acaba tendo contato com todo o ecossistema ligado ao setor de moradia.
O Governo do Piauí, um dos patrocinadores da edição, também aposta no efeito multiplicador do investimento. Segundo o governador Rafael Fonteles, o retorno econômico gerado pela mostra supera os recursos públicos aportados.
“O volume de oportunidades que o investimetno gera para arquitetos, construtores e fornecedores é enorme. E o impacto econômico é dezenas de vezes maior que o valor investido pelo governo”, destacou.
Pedro Esdras informou que a estimativa da movimentação da CasaCor no Piaui é de R$ 60 milhões, e isso inclui investimentos já realizados para realização do evento, feito por empresas, profissonais e patrocinadores, além contratos fechados durante a mostra, consumo nos restaurantes e cafés dentro do espaço, venda de ingressos e de produtos.
"No entanto, isso é uma previsão. O valor real a gente só consegue quando a mostra termina. Mas estamos otimistas devido ao bom resultado do ano passado", comentou o diretor.
Entre os profissionais da área, o efeito da mostra é perceptível. A arquiteta Raphaella Sena relata que a demanda por projetos dobrou após participação na mostra, em 2025. “Antes, a média era de 5 a 10 contatos por mês. Após a CasaCor, esse número praticamente dobrou”, afirma. Segundo ela, o evento funciona como uma vitrine estratégica, permitindo que clientes conheçam, na prática, o padrão dos projetos.
A percepção de Raphaella é compartilhada pela arquiteta Anelise Carvalho, do escritório Studio Arq. Ela destaca que o retorno compensa o investimento feito pelos participantes. “É um espaço onde conseguimos expor o melhor do nosso trabalho e, ao mesmo tempo, captar novos clientes”, diz. Sua sócia, Alexandra Martins, avalia que a mostra contribui para elevar o padrão do mercado ao reunir soluções atuais em mobiliário, iluminação e arquitetura.
Além da geração de negócios, a CasaCor também apresenta impacto relevante na geração de empregos. Desde a primeira edição, em 2024, o evento já gerou mais de mil postos de trabalho diretos e indiretos. Para 2026, foram preenchidas 500 vagas, distribuídas entre construção, montagem, serviços e economia criativa.
O fluxo de visitantes reforça esse impacto. A expectativa é manter o patamar de aproximadamente 50 mil visitantes registrado nas edições anteriores, número que evidencia o potencial de consumo e a capacidade de geração de receita indireta para setores como transporte, alimentação e comércio.
SERVIÇO:
Dias de funcionamento CASACOR Piauí 2026
Terça-feira a sábado: 17h às 22h
Domingos e feriados: 16h às 21h
A bilheteria física e entrada ao evento funciona de terça-feira a sábado até às 21h. Aos domingos e feriados até 20h.
https://casacor.abril.com.br/mostras/piaui/
CORREÇÃO: Essa reportagem foi alterada às 18h14 do dia 05 de maio para uma alteração de informação. Havíamos informado que o evento teve um investimento de R$ 60 milhões, quando na verdade a previsão é de movimentar R$ 60 milhões durante toda a mostra e sua desmontagem.




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