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A abertura do Hotel Mandu, em Teresina, no final de abril, é resultado de um diagnóstico de mercado feito a partir da prática. Durante operações recorrentes na capital, o Grupo DMDL identificou um gargalo na oferta de hospedagem em momentos de maior fluxo, como eventos e concursos públicos.
O empreendimento, que recebeu investimento de cerca de R$ 12 milhões, foi estruturado para atuar diretamente sobre essa demanda, com uma proposta integrada ao Centro de Convenções de Teresina (CCT), também administrado pelo grupo e localizado ao lado do hotel. A estratégia segue um modelo consolidado em mercados mais maduros, no qual a proximidade entre hospedagem e estrutura de eventos reduz custos operacionais, melhora a logística e amplia a capacidade de atração de grandes encontros corporativos e institucionais.
Segundo Fernanda Pila, CEO da Grupo DMDL e diretora do Mandu, o avanço do calendário de eventos na capital foi determinante para o projeto. “Com o crescimento consistente da agenda, a demanda por hospedagem próxima ao Centro de Convenções se tornou evidente. O hotel surge como uma solução que agrega conveniência e melhora a experiência de quem vem a Teresina para eventos”, diz.
Embora tenha como principal vetor o público ligado ao CCT, o Mandu foi concebido para operar com um perfil mais amplo. O hotel conta com 60 suítes distribuídas em quatro categorias, além de academia e restaurante próprio. O Rios Restaurante, comandado pelo chef Napoleão, atende hóspedes e público externo com café da manhã, almoço e jantar, reforçando a estratégia de diversificação de receitas.
“O hotel tem forte sinergia com o público de eventos, mas está preparado para atender também viajantes corporativos e turistas. A proposta é oferecer conforto, funcionalidade e um padrão de atendimento alinhado às exigências desse público”, afirma Fernanda.
O projeto foi viabilizado por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), vinculada ao contrato de concessão do Centro de Convenções. O imóvel, pertencente ao Estado, passou por uma reforma completa, com modernização estrutural e adequação às normas técnicas. Nesse modelo, o ativo permanece público, enquanto a operação é conduzida pela iniciativa privada por prazo determinado. O projeto é fruto de uma sociedade composta pela DMDL e outros dois sócios.
A entrada do hotel em Teresina ocorre em um momento de retomada do turismo de negócios no Brasil. Dados do Ministério do Turismo e da Embratur indicam que o segmento de eventos e viagens corporativas voltou a ganhar tração após a pandemia, com impacto direto na ocupação hoteleira e na dinâmica de serviços nas capitais.
Grupo DMDL combina hotelaria, eventos e energia no Piauí
O Grupo DMDL já possui atuação no Piauí e vem ampliando sua presença no estado por meio de projetos estruturados em diferentes setores. Na área de hotelaria e eventos, a empresa é responsável pela gestão do Hotel Resort Serra da Capivara, do Hotel Mandu Teresina e do Centro de Convenções de Teresina, todos viabilizados por meio de Parcerias Público-Privadas com o Governo do Estado.
Além do setor de serviços, o grupo também diversifica seus investimentos em energia renovável. Por meio da Solar PI, a empresa desenvolve dois projetos de usinas fotovoltaicas no município de Coronel José Dias, com capacidade total de 100 megawatts. O empreendimento é totalmente privado e já conta com outorga e licença de instalação, inserindo o grupo em um segmento estratégico da economia, impulsionado pela transição energética.
Com cerca de 30 anos de atuação, a DMDL mantém presença em áreas como eventos, hotelaria, energia, óleo e gás, infraestrutura e construção. A empresa é reconhecida nacionalmente pela atuação em estruturas temporárias para grandes eventos, tendo participado de operações ligadas à Copa do Mundo, à Fórmula 1 e aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.
O portfólio do grupo inclui ainda empresas como a Freitas Neto, voltada à construção e incorporação, a Sino Atlântico e a Solar PI, no segmento de energia, além do Grupo Rede Verde, que atua na área de combustíveis.




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