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Indústria

Transição energética

Baterias surgem como solução para queda de energia que afeta indústria e agro do Piauí

Tecnologia que permite armazenamento de energia foi apresentada durante evento no SENAI

Clícia Cronemberger 13/05/2026 às 14h22 (últ. atualiz.: 15/05/2026 às 23h02) 6 min de leitura 494 visitas
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Thiago Pereira, representante comercial do Grupo WEG  (Fotos: Senai Piauí)

Thiago Pereira, representante comercial do Grupo WEG (Fotos: Senai Piauí)

O Piauí ocupa posição de destaque no cenário energético nacional — é o terceiro maior gerador de energia solar e eólica do país —, mas ainda convive com um paradoxo: energia cara e fornecimento instável. Para enfrentar esse gargalo, especialistas e lideranças da indústria e do agronegócio apontam o armazenamento de energia como solução.

O assunto foi tema nessa terça-feira (12) durante o WEG Summit, evento realizado pelo Sistema FIEPI (Federação das Indústrias do Estado do Piauí), em parceria com a WEG, empresa global de equipamentos eletroeletrônicos. Especialistas da empresa apresentaram detalhes para empresários do Piauí durante o evento, que ocorreu no Centro de Formação Profissional (CFP) Cândido Athayde, do SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) Piauí, em Teresina.

Empresários piauienses durante o WEG Summit

 

A tecnologia que permite o armazenamento de energia é chamada de BESS (Battery Energy Storage System — Sistema de Armazenamento de Energia por Baterias). A energia produzida em excesso é guardada em baterias e liberada nos momentos de maior necessidade, incluindo picos de demanda e instabilidades no fornecimento — problemas crônicos que afetam diretamente a produtividade das empresas e propriedades rurais do Piauí.

Thiago Pereira, representante comercial do Grupo WEG no Piauí e Sul do Maranhão, explicou as soluções de geração fotovoltaica e a tecnologia BESS  trazem segurança, previsibilidade e autonomia para o negócio.

Ele afirmou ainda que a WEG viabiliza o acesso a empresas que queiram passar pela transformação sem o peso do investimento inicial. "Temos a solução As a Service da Green Yellow, um modelo que viabiliza o acesso à energia limpa de forma simples, com economia desde o primeiro mês", destacou Pereira.

O coordenador geral do Agronegócio da WEG, Carlos Andriolli, explicou o impacto das oscilações de energia nos equipamentos rurais. "O Brasil inteiro sofre com falta de energia. No cenário de produção, faltar energia por dez minutos traz prejuízos. Não só a falta, mas quedas e oscilações, que geram queima de equipamento", afirmou.

coordenador geral do Agronegócio da WEG, Carlos Andriolli,

Segundo ele, 95% da conta de energia de um produtor rural vem demotores elétricos e motobomba. Com as baterias armazenando energia solar,  é possível manter equipamentos essenciais funcionando mesmo durante interrupções da rede.

Andriolli destaca ainda que a energia solar vem se consolidando como alternativa ao diesel no campo, reduzindo custos operacionais, aumentando a autonomia energética do produtor e trazendo mais previsibilidade para as operações agrícolas.

O coordenador comercial da WEG, Hivael Köpp, traçou um cenário de transformações profundas para os próximos anos. "A geração própria (de energia) vai ficar cada vez mais competitiva e vamos ter uma certa migração dos clientes que estão no mercado livre para a geração própria", previu, citando ainda tecnologias emergentes como nanogrids e microgrids.

Hivael Köpp, coordenador comercial da WEG (Fotos: Senai Piauí)

 

Tecnologia com baterias  (Imagem gerada por IA)

 

Roger Jacob, do SENAI Piauí, contextualizou o paradoxo enfrentado pelo estado. "A gente convive com energia que ainda é muito cara e com um fornecimento que nem sempre é tão confiável quanto a gente desejava", disse, ao se referir à posição do Piauí como terceiro maior gerador de energia solar e eólica do país.

Roger Jacob, integrante do SENAI Piauí

 

O diretor da Área Internacional e Mercado da FIEPI, Islano Marques, ressaltou a importância de levar conhecimento ao empresário piauiense. "É de fundamental importância trazermos cada vez mais informação para facilitar o ambiente das indústrias nesse ambiente que é tão difícil hoje quando a gente fala de energia", disse.

Islano Marques, diretor da Área Internacional e Mercado da FIEPI

 

Sobre a WEG

A WEG é hoje a principal fabricante de motores elétricos do mundo, atua também em energia eólica, solar e automação, e tem expandido seu portfólio para contemplar desde recargas para veículos elétricos até sistemas de compensação de carbono. Com operações industriais em 18 países, presença comercial em mais de 135 nações e mais de 49 mil colaboradores, a companhia registrou faturamento líquido de R$ 40,8 bilhões em 2025, com 60% das receitas originadas fora do Brasil.

Robson dos Santos, chefe de Vendas de BESS da WEG, destacou a importância de eventos como este para apresentar ao mercado o portfólio completo de soluções da companhia voltadas à transição energética. Segundo ele, os sistemas BESS (Battery Energy Storage System) vêm assumindo um papel estratégico na modernização e na estabilidade do setor elétrico, proporcionando maior eficiência operacional, confiabilidade energética e integração inteligente de fontes renováveis.

Robson dos Santos, chefe de Vendas de BESS da WEG

 

Além disso, chamou atenção o elevado nível técnico e o conhecimento do público presente no evento, evidenciando o amadurecimento do mercado brasileiro em relação às soluções de armazenamento de energia e às novas demandas da transição energética.

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