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Carreira & Gestão

Finanças

Dívidas não quebram empresas, mas a falta de gestão, dizem especialistas em Teresina

Durante jantar de negócios da AJE-PI, Marcos Gomes e Elvis Torres ressaltaram a importância da governança para as empresas

Robert Pedrosa e Nathália Amaral 03/06/2026 às 11h37 (últ. atualiz.: 05/06/2026 às 07h29) 3 min de leitura 292 visitas
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Marcos Gomes, sócio da Ninho Consultoria

Marcos Gomes, sócio da Ninho Consultoria

Dívidas não quebram as empresas, mas sim a falta de gestão. Os valores que empresa devem podem ser negociados e, dependendo da organização do negócio, esses débitos não são um problema. É que o explicou o consultor e especialista em planejamento tributário Marcos Gomes, sócio da empresa pernambucana Ninho Consultoria.

Gomes destacou que a gestão é o principal fator determinante para o sucesso ou fracasso de uma empresa. Segundo ele, o problema não está no endividamento, mas na ausência de controle e planejamento.

“Há empresas que faturam R$ 5 milhões e acumulam dívidas de R$ 30 milhões, mas continuam operando porque possuem controle financeiro, fluxo de caixa e margens saudáveis. Ao mesmo tempo, existem empresas que faturam R$ 1 milhão e devem o mesmo valor, mas estão em declínio por falta de gestão”, afirmou.

Gomes falou sobre o assunto na palestra “Gestão de Impacto: Finanças que Aceleram Negócios”, realizada na última terça-feira, 2, durante o jantar de negócios promovido pela Associação dos Jovens Empresários do Piauí (AJE-PI), em Teresina.

Marcos Gomes

 

Complementando o que defendeu Gomes, seu sócio, Elvis Torres, estrategista e mentor empresarial, apontou a governança como um dos principais desafios enfrentados pelas organizações, muitas vezes superando até mesmo as questões financeiras. Segundo ele, o crescimento acelerado sem planejamento pode comprometer a sustentabilidade do negócio e gerar problemas no futuro.

“O maior problema das empresas é a governança, não a área financeira. Quando uma consultoria é chamada para estruturar o setor financeiro, geralmente é porque a governança não se preocupou com isso anteriormente e não cuidou da saúde da empresa. Muitos empresários se preocupam com diversas questões, mas deixam de lado a necessidade de crescer de forma sustentável”, explicou.

Elvis Torres, estrategista e mentor empresarial,

 

Roland Jacob, vice-presidente da AJE-PI, analisou o evento como muito produtivo e que a proposta do encontro, de promover reflexões sobre a perenidade dos negócios, foi atingida.

“A gente tem que começar a falar de gestão e de educação financeira nos negócios, porque, até para uma empresa ser vendida, ela precisa ser perene e ter uma estrutura que gere valor. Esse valor surge quando você organiza processos, estrutura equipes e cria parâmetros que permitam medir o sucesso do negócio”, afirmou.

Palestrantes e diretores da AJE-PI

 

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