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Especializada na venda de smartphones e eletrônicos voltados ao público de baixa renda, a empresa piauiense Joterpi participa até este sábado (06) da Feira do Empreendedor do Sebrae, em Recife (PE), com o objetivo de acelerar a expansão da marca pelo Nordeste e atrair novos investidores para o seu modelo de negócios. A rede já opera no Piauí, Maranhão, Tocantins e Alagoas e agora tenta ampliar presença em Pernambuco, mercado considerado estratégico pelo tamanho da população, pelo potencial de consumo e pela força regional do varejo.
“A feira fortalece nossa marca porque aproxima os investidores da operação. As pessoas conseguem conversar diretamente com a gente, entender melhor o modelo de negócio e tirar dúvidas sobre o funcionamento da empresa”, afirma Josino Tércio, fundador da Joterpi.
Considerada uma das principais vitrines de empreendedorismo do Nordeste, a Feira do Empreendedor do Sebrae reúne startups, investidores, pequenas empresas e redes de negócios interessadas em expansão regional. Em Pernambuco, o evento costuma atrair milhares de visitantes em busca de oportunidades de investimento e novos modelos comerciais.
Operação enxuta mira consumo popular
O principal diferencial da Joterpi está no foco nas classes C, D e E, especialmente através da venda parcelada de smartphones e eletrônicos. Segundo Josino, o modelo foi estruturado para operar com investimento inicial reduzido e forte suporte operacional ao parceiro.
“O investimento inicial é de cerca de R$ 79 mil. É uma operação enxuta, mas com potencial de faturamento anual que pode chegar a R$ 900 mil”, afirma. A empresa trabalha com parcelamentos que chegam a 18 vezes no boleto para smartphones, inclusive para consumidores negativados, além de crediário próprio e linhas de produtos voltadas ao consumo popular.
Segundo dados da consultoria IDC Brasil, o mercado brasileiro de smartphones segue entre os maiores do mundo, impulsionado principalmente pela demanda por aparelhos mais acessíveis e de faixa intermediária, segmento que concentra grande parte do público atendido pela empresa.
Mesmo em um cenário de juros elevados, o varejo de eletrônicos voltado ao consumidor de renda média e baixa continua registrando forte demanda, especialmente em cidades do interior e regiões periféricas dos grandes centros urbanos.
Modelo pronto reduz riscos para o investidor
A expansão da empresa ocorre em um momento de crescimento do setor de franchising no país. Dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF) mostram que o mercado brasileiro de franquias segue em expansão, impulsionado principalmente por operações de menor custo e modelos mais enxutos.
Para Josino, um dos principais atrativos do sistema está justamente na possibilidade de o empreendedor entrar em uma operação já validada comercialmente. “Quem abre um negócio sozinho precisa construir marca, fornecedores, processos, estratégias de venda e posicionamento no mercado. Aqui, isso já está pronto e testado. O investidor entra em uma operação validada”, explica.
Segundo ele, o suporte continua mesmo após a inauguração da unidade, incluindo treinamento, marketing, gestão comercial e acompanhamento diário das vendas. “Nós acompanhamos constantemente a operação para ajudar o parceiro a vender todos os dias. Já temos estratégias comerciais validadas para isso”, afirma.
A meta da empresa é ampliar presença nacional e chegar a pelo menos mais cinco estados brasileiros até o fim do ano.




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