Entre no
nosso grupo!
WhatsApp
  RSS
  Whatsapp
  RSS
  Whatsapp
Tradutor:

Startups

Conhecimento inovador

Ufpi sobe seis posições em ranking nacional de inovação e aproxima pesquisa do mercado

A universidade atua para identificar potenciais patentes, desburocratizando processos e oferecendo suporte técnico para acelerar os depósitos

Dulce Luz 11/06/2026 às 16h38 (últ. atualiz.: 16/06/2026 às 17h47) 7 min de leitura 900 visitas
Compartilhar com UTM
Link copiado! Agora você pode colar o link com UTM no seu Instagram.
Link copiado! Agora você pode colar o link com UTM no seu Instagram.
Ufpi quer avançar na transferência de tecnologias para o mercado (Imagem criada por IA)

Ufpi quer avançar na transferência de tecnologias para o mercado (Imagem criada por IA)

A Universidade Federal do Piauí (Ufpi) vem consolidando um movimento estratégico de transformação da pesquisa acadêmica em inovação tecnológica. A instituição subiu seis posições no Ranking Nacional de Depositantes Residentes de Patentes do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) entre 2023 e 2026, alcançando a 18ª colocação entre universidades e empresas brasileiras com maior número de depósitos de patentes de invenção.

Além disso, a universidade passou a ocupar a 12ª posição nacional no ranking de registros de software, indicador considerado relevante dentro do ecossistema de inovação por medir a produção tecnológica ligada à economia digital, automação, inteligência artificial e desenvolvimento de sistemas. Na prática, o avanço mostra uma mudança de postura dentro da universidade: a ciência produzida nos laboratórios começa a ganhar proteção jurídica e potencial de transformação econômica.

 

Evolução da posição da Ufpi entre as universidades e empresas brasileiras

 

“Subir seis posições no ranking nacional é um marco que consolida, em definitivo, a cultura de propriedade Intelectual dentro da Ufpi. Esse avanço é reflexo de um trabalho institucional estratégico de busca ativa por inovações nos nossos laboratórios e da atualização da nossa política de propriedade intelectual, tornando o processo mais ágil, moderno e seguro para os pesquisadores”, explica o coordenador de Inovação e Transferência de Tecnologia (NINTEC/UFPI), Albemerc Moura. O ranking do INPI mede o número de pedidos de proteção intelectual feitos por instituições brasileiras. Quanto maior o volume de depósitos, maior tende a ser o grau de produção tecnológica estruturada da instituição.

 

Conhecimento precisa ser ativo econômico

Nos últimos anos, universidades brasileiras passaram a ampliar investimentos em inovação aplicada, aproximando pesquisadores do setor produtivo e criando mecanismos para transformar conhecimento científico em ativos econômicos, como softwares, patentes, tecnologias industriais e soluções para empresas.

Na avaliação de Albermec, o crescimento não significa apenas que professores e pesquisadores estão “criando mais”, mas que passaram a desenvolver pesquisas com foco estratégico em inovação e proteção intelectual. “Hoje os pesquisadores entendem melhor que determinadas soluções desenvolvidas dentro da universidade podem se transformar em patrimônio tecnológico protegido. A universidade passou a atuar de forma mais próxima dos cientistas, identificando potenciais patentes, desburocratizando processos e oferecendo suporte técnico para acelerar os depósitos”, destaca o coordenador.

 

Parte desse crescimento está ligada à criação de uma rede interna de apoio aos pesquisadores. O núcleo responsável pela área passou a acompanhar diretamente os inventores, oferecendo orientação técnica, apoio documental e articulação institucional junto ao INPI.

A universidade também passou a integrar programas nacionais de mentoria em parceria com o próprio INPI, dentro da chamada Sala de Facilitadores de Propriedade Intelectual. O objetivo é acelerar depósitos considerados estratégicos, especialmente os ligados a startups, laboratórios e pesquisas com potencial de mercado. “Nessa parceria, os técnicos do INPI ajudam pesquisadores e startups a melhorar tecnicamente o pedido de patente, tornando o processo mais rápido e mais sólido do ponto de vista jurídico e tecnológico”, afirma o núcleo.

 

Aproximação com o Sebrae 


Outro eixo importante foi a aproximação com o Sebrae, que passou a oferecer consultorias voltadas à propriedade intelectual dentro da universidade. As equipes realizaram visitas a laboratórios, programas de pós-graduação e centros de pesquisa para apresentar aos cientistas as possibilidades de proteção tecnológica. “Ainda existe muito desconhecimento sobre propriedade intelectual dentro das universidades. Muitos pesquisadores acreditam que patentear é algo excessivamente complicado. O trabalho agora é justamente desmistificar esse processo”, afirma Albermec.

Albemerc Moura, coordenador de Inovação e Transferência de Tecnologia (NINTEC/UFPI)

 

Especialistas avaliam que o avanço da Ufpi pode gerar efeitos diretos sobre o ambiente de negócios no Piauí. Isso porque o crescimento do número de patentes tende a ampliar oportunidades de transferência de tecnologia, parcerias com empresas e desenvolvimento de soluções locais voltadas à indústria, agronegócio, saúde, energia e transformação digital.

Na visão do gestor, o desafio agora é transformar o crescimento institucional em inovação efetivamente incorporada pelo setor produtivo. “O próximo passo fundamental é avançar firmemente na transferência dessas tecnologias para o mercado. Essa subida no ranking mostra que a Ufpi está pronta para acelerar parcerias com empresas e ampliar sua presença no ecossistema de inovação”, finalizar Albermec.

 

Hub de Inovação entra na fase final de implantação

A Universidade Federal do Piauí (Ufpi) apresentou, nesta semana, o novo Hub de Inovação e Empreendedorismo, que será inaugurado no dia 3 de julho no Campus Ministro Petrônio Portella, em Teresina. O espaço é resultado de uma parceria entre a Ufpi, Sebrae e Fadex e vai reunir iniciativas voltadas à inovação, empreendedorismo, transferência de tecnologia e capacitação profissional.

Instalado no Espaço Rosa dos Ventos, o Hub contará com áreas de coworking, suporte a startups, espaços para eventos e atividades de formação empreendedora. Durante a apresentação do espaço, a reitora Nadir Nogueira destacou que o ambiente representa um marco para a universidade ao integrar inovação, tecnologia e gestão de negócios em um único local. “Será um espaço destinado a treinamentos, capacitações e à formação empreendedora, contribuindo para que nossos estudantes concluam sua trajetória acadêmica mais preparados para criar negócios, startups e soluções inovadoras”, afirmou.

Hub de inovação é resultado de uma parceria entre a UFPI, Sebrae e Fadex (Foto: Ufpi)

 

O pró-reitor de Pesquisa e Inovação da Ufpi, Rodrigo Veras, ressaltou que a proposta é aproximar ainda mais a universidade da sociedade e do setor produtivo. Já o coordenador do Nintec, Albemerc Moraes, definiu o Hub como um ponto de convergência entre a produção científica da UFPI e o mercado.

Para o Sebrae, parceiro da iniciativa, o novo espaço deve fortalecer o empreendedorismo inovador dentro da maior instituição de ensino superior do estado, estimulando a criação de startups, incubadoras e novos negócios ligados à tecnologia e inovação.

 

Clique aqui para ter acesso ao Ranking de Depositantes do INPI de 2025

Compartilhe sua reação O que achou?
Gostei
0
Neutro
0
Incrível
0
Feliz
0
Não gostei
0
Péssimo
0

Comentários (0)

Mais de Startups

Nossos Parceiros

Notificação de Nova Postagem
Imagem Nova Publicação McDonald’s vai instalar unidade no cruzamento das avenidas João XXIII e Zequinha Freire