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A Universidade Federal do Piauí (Ufpi) vem consolidando um movimento estratégico de transformação da pesquisa acadêmica em inovação tecnológica. A instituição subiu seis posições no Ranking Nacional de Depositantes Residentes de Patentes do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) entre 2023 e 2026, alcançando a 18ª colocação entre universidades e empresas brasileiras com maior número de depósitos de patentes de invenção.
Além disso, a universidade passou a ocupar a 12ª posição nacional no ranking de registros de software, indicador considerado relevante dentro do ecossistema de inovação por medir a produção tecnológica ligada à economia digital, automação, inteligência artificial e desenvolvimento de sistemas. Na prática, o avanço mostra uma mudança de postura dentro da universidade: a ciência produzida nos laboratórios começa a ganhar proteção jurídica e potencial de transformação econômica.
“Subir seis posições no ranking nacional é um marco que consolida, em definitivo, a cultura de propriedade Intelectual dentro da Ufpi. Esse avanço é reflexo de um trabalho institucional estratégico de busca ativa por inovações nos nossos laboratórios e da atualização da nossa política de propriedade intelectual, tornando o processo mais ágil, moderno e seguro para os pesquisadores”, explica o coordenador de Inovação e Transferência de Tecnologia (NINTEC/UFPI), Albemerc Moura. O ranking do INPI mede o número de pedidos de proteção intelectual feitos por instituições brasileiras. Quanto maior o volume de depósitos, maior tende a ser o grau de produção tecnológica estruturada da instituição.
Conhecimento precisa ser ativo econômico
Nos últimos anos, universidades brasileiras passaram a ampliar investimentos em inovação aplicada, aproximando pesquisadores do setor produtivo e criando mecanismos para transformar conhecimento científico em ativos econômicos, como softwares, patentes, tecnologias industriais e soluções para empresas.
Na avaliação de Albermec, o crescimento não significa apenas que professores e pesquisadores estão “criando mais”, mas que passaram a desenvolver pesquisas com foco estratégico em inovação e proteção intelectual. “Hoje os pesquisadores entendem melhor que determinadas soluções desenvolvidas dentro da universidade podem se transformar em patrimônio tecnológico protegido. A universidade passou a atuar de forma mais próxima dos cientistas, identificando potenciais patentes, desburocratizando processos e oferecendo suporte técnico para acelerar os depósitos”, destaca o coordenador.

Parte desse crescimento está ligada à criação de uma rede interna de apoio aos pesquisadores. O núcleo responsável pela área passou a acompanhar diretamente os inventores, oferecendo orientação técnica, apoio documental e articulação institucional junto ao INPI.
A universidade também passou a integrar programas nacionais de mentoria em parceria com o próprio INPI, dentro da chamada Sala de Facilitadores de Propriedade Intelectual. O objetivo é acelerar depósitos considerados estratégicos, especialmente os ligados a startups, laboratórios e pesquisas com potencial de mercado. “Nessa parceria, os técnicos do INPI ajudam pesquisadores e startups a melhorar tecnicamente o pedido de patente, tornando o processo mais rápido e mais sólido do ponto de vista jurídico e tecnológico”, afirma o núcleo.
Aproximação com o Sebrae
Outro eixo importante foi a aproximação com o Sebrae, que passou a oferecer consultorias voltadas à propriedade intelectual dentro da universidade. As equipes realizaram visitas a laboratórios, programas de pós-graduação e centros de pesquisa para apresentar aos cientistas as possibilidades de proteção tecnológica. “Ainda existe muito desconhecimento sobre propriedade intelectual dentro das universidades. Muitos pesquisadores acreditam que patentear é algo excessivamente complicado. O trabalho agora é justamente desmistificar esse processo”, afirma Albermec.
Especialistas avaliam que o avanço da Ufpi pode gerar efeitos diretos sobre o ambiente de negócios no Piauí. Isso porque o crescimento do número de patentes tende a ampliar oportunidades de transferência de tecnologia, parcerias com empresas e desenvolvimento de soluções locais voltadas à indústria, agronegócio, saúde, energia e transformação digital.
Na visão do gestor, o desafio agora é transformar o crescimento institucional em inovação efetivamente incorporada pelo setor produtivo. “O próximo passo fundamental é avançar firmemente na transferência dessas tecnologias para o mercado. Essa subida no ranking mostra que a Ufpi está pronta para acelerar parcerias com empresas e ampliar sua presença no ecossistema de inovação”, finalizar Albermec.
Hub de Inovação entra na fase final de implantação
A Universidade Federal do Piauí (Ufpi) apresentou, nesta semana, o novo Hub de Inovação e Empreendedorismo, que será inaugurado no dia 3 de julho no Campus Ministro Petrônio Portella, em Teresina. O espaço é resultado de uma parceria entre a Ufpi, Sebrae e Fadex e vai reunir iniciativas voltadas à inovação, empreendedorismo, transferência de tecnologia e capacitação profissional.
Instalado no Espaço Rosa dos Ventos, o Hub contará com áreas de coworking, suporte a startups, espaços para eventos e atividades de formação empreendedora. Durante a apresentação do espaço, a reitora Nadir Nogueira destacou que o ambiente representa um marco para a universidade ao integrar inovação, tecnologia e gestão de negócios em um único local. “Será um espaço destinado a treinamentos, capacitações e à formação empreendedora, contribuindo para que nossos estudantes concluam sua trajetória acadêmica mais preparados para criar negócios, startups e soluções inovadoras”, afirmou.
O pró-reitor de Pesquisa e Inovação da Ufpi, Rodrigo Veras, ressaltou que a proposta é aproximar ainda mais a universidade da sociedade e do setor produtivo. Já o coordenador do Nintec, Albemerc Moraes, definiu o Hub como um ponto de convergência entre a produção científica da UFPI e o mercado.
Para o Sebrae, parceiro da iniciativa, o novo espaço deve fortalecer o empreendedorismo inovador dentro da maior instituição de ensino superior do estado, estimulando a criação de startups, incubadoras e novos negócios ligados à tecnologia e inovação.
Clique aqui para ter acesso ao Ranking de Depositantes do INPI de 2025




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