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Os negócios de importação e exportação estão cada vez mais acessíveis às empresas no Piauí, propiciam várias possibilidades e ofertam um leque de oportunidades para expansão em vendas dos mais variados produtos. Essa foi a principal mensagem da 1ª edição do Connection Comex, realizada nessa quarta-feira (8), no Espaço S, em Teresina.
Voltado para profissionais e estudantes do Piauí com foco na carreira em comércio exterior, o Connection Comex reuniu três especialistas em negócios internacionais do estado: Layra Borges, gerente de Compras Internacionais do Grupo Hot Sat; Islano Marques, diretor da Área Internacional e Mercado da Federação das Indústrias do Estado do Piauí; e Samuel Segundo, diretor do Grupo Sama, o maior exportador de mel do Brasil.
Importação como estratégia de crescimento
Layra Borges defendeu que a importação, quando bem assessorada, é um diferencial competitivo. “Esse mercado tem muitas possibilidades e consegue te impulsionar. As pessoas acham que importar é uma coisa muito difícil, arriscada, mas quando você trabalha com os profissionais certos, não é. Pelo contrário, é algo que pode te levar para um outro nível, um outro patamar”, afirmou.
Layra Borges explicou ainda a estratégia de crescimento da empresa no ramo de climatizadores no Piauí, graças à atenção da empresa às mudanças na legislação sobre importação. A chave para a expansão, segundo ela, foi a obtenção do regime "ex-tarifário" em 2023, que isentou a importação de componentes sem similar nacional.
“Era o caso do nosso produto. Pleiteamos junto ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), eles analisaram e deferiram. A partir do momento que a gente deixou de pagar, a gente teve mais dinheiro em caixa, que possibilitou novos investimentos”, disse a gerente da Hot Sat.
A economia tributária permitiu que a empresa implantasse uma indústria de injeção plástica e, em 2024, uma fábrica de colmeias. Com esses novos negócios, o quadro de funcionários da empresa dobrou, passando de 150 para 300 colaboradores, além de gerar empregos indiretos em logística e engenharia.
Carreira em comércio exterior oferece oportunidades diversas
Islano Marques ressaltou a importância do debate sobre as carreiras em Negócios e Comércio Exterior no Piauí para orientar os jovens sobre as oportunidades transversais que essas áreas ofertam.
“Quero tentar esclarecer e mostrar para o público jovem sobre as oportunidades que têm na área internacional, seja para quem faz Direito, Administração ou outros cursos, quem já se formou, recém-formado. A área internacional é transversal. Você tem oportunidades diversas”, disse o diretor.
Islano Marques também analisou as distinções profissionais entre comércio exterior, relações internacionais e negócios internacionais, e esclareceu o escopo de atuação de cada área, observando que a escolha por uma delas depende da preferência por rotinas operacionais ou estratégicas.
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Segundo ele, no comércio exterior, o foco é operacional, tributário e burocrático. Nas relações internacionais, o objetivo é diplomático e geopolítico, com análise de impactos globais. Já nos negócios internacionais, há uma atuação estratégica, focada em expansão de mercado e negociação, integrando a operação à visão de longo prazo da empresa.
Exportação impulsionou expansão do Grupo Sama
Samuel Segundo, representante do Grupo Sama, especializado no processamento e exportação de mel e seus derivados, abordou a evolução do seu negócio, do início da produção local à expansão para o mercado internacional.
O grupo iniciou fabricando equipamentos apícolas. Diante da baixa demanda interna e do excesso de produção, a empresa migrou para a exportação, aproveitando políticas do governo do então presidente Fernando Henrique Cardoso.
Samuel afirmou ainda que a realização de negócios internacionais quebra várias barreiras, inclusive de preconceitos.
“Se você começar a perceber como são os negócios internacionais, você vai ver que não é um bicho de sete cabeças. São simplesmente pessoas que querem fazer negócio. Pessoas que não querem saber a cor da sua pele, não querem saber para qual time você torce, querem simplesmente um produto e você o oferece”, enfatizou o empresário.
Evento busca fortalecer ecossistema de negócios internacionais
A primeira edição do Connection Comex foi idealizada pela universitária Maria Júlia (Maju) Freitas. Depois que começou a estudar Negócios Internacionais na PUC Paraná, há dois anos, Maju percebeu que o tema comércio internacional era muito pouco explorado e discutido no Piauí, sua terra natal, mesmo oferecendo muitas oportunidades.
“Então comecei a organizar com outros parceiros a ideia de unir profissionais e estudantes em um único lugar para discutir o assunto e estimular novos negócios internacionais a partir do Piauí”, comentou a universitária.
Ela destacou que o momento é ainda mais propício com o início da operação do Porto Piauí, previsto para exportar minério de ferro ainda neste mês de julho.
Rafael Castro, presidente da Associação dos Jovens Empresários do Piauí (AJE-PI), entidade apoiadora do evento, celebrou o sucesso da iniciativa, destacando a sinergia entre o público jovem e o mundo dos negócios.
“A gente apoia muito o comércio internacional, setor que, alguns anos atrás, era um pouco restrito a Teresina, mas a gente tem feito uma expansão para o Piauí. E este ano a AJE está com a primeira missão internacional da entidade. E convido a todos a fazer parte dessa viagem”, comentou Castro.
O Connection Comex foi patrocinado pelas empresas BYD Carmais, Heineken e Yadea, e teve apoio da Associação dos Jovens Empresários (AJE) do Piauí, Boom Soluções Empresariais, Locomotiva Irish Pub e Espaço S.




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